sexta-feira, 21 de junho de 2013

Plano de aula:

Narrativa

O caso dos camelos (Capítulo III de O homem que calculava)

Poucas horas havia que viajávamos sem interrupção, quando nos ocorreu uma aventura digna de registro, na qual meu companheiro Beremiz, com grande talento, pôs em prática as suas habilidades de exímio algebrista.
Encontramos perto de um antigo refugio meio abandonado, três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos:
- Não pode ser!
- Isto é um roubo!
- Não aceito!
O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
- Somos irmãos – esclareceu o mais velho – e recebemos como herança esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo receber a metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte, e, ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos, e, a cada partilha proposta segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha se a terça e a nona parte de 35 também não são exatas?
- É muito simples – atalhou o Homem que Calculava. – Encarrego-me de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que em boa hora aqui nos trouxe!
Neste ponto, procurei intervir na questão:
- Não posso consentir em semelhante loucura! Como poderíamos concluir a viajem se ficássemos sem o camelo?
- Não te preocupes com o resultado, ó Bagdali! – replicou-me em voz baixa Beremiz – Sei muito bem o que estou fazendo. Cede-me o teu camelo e verás no fim a que conclusão quero chegar.
Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo camelo que imediatamente foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.
- Vou, meus amigos – disse ele, dirigindo-se aos três irmãos -, fazer a divisão justa e exata dos camelos que são agora, como vêem em número de 36.
E, voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
- Deverias receber meu amigo, a metade de 35, isto é, 17 e meio. Receberás a metade de 36, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com esta divisão.
E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:
- E tu, Hamed Namir, deverias receber um terço de 35, isto é 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação.
E disse por fim ao mais moço:
- E tu jovem Harim Namir, segundo a vontade de teu pai, deverias receber uma nona parte de 35, isto é 3 e tanto. Vais receber uma nona parte de 36, isto é, o teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado!
E concluiu com a maior segurança e serenidade:
- Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir – partilha em que todos três saíram lucrando – couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado (18 + 12 + 4) de 34 camelos. Dos 36 camelos, sobram, portanto, dois.
Um pertence como sabem ao bagdáli, meu amigo e companheiro, outro toca por direito a mim, por ter resolvido a contento de todos o complicado problema da herança!
- Sois inteligente, ó Estrangeiro! – exclamou o mais velho dos três irmãos.
– Aceitamos a vossa partilha na certeza de que foi feita com justiça e equidade! E o astucioso Beremiz – o Homem que Calculava – tomou logo posse de um dos mais belos “jamales” do grupo e disse-me, entregando-me pela rédea o animal que me pertencia:
- Poderás agora, meu amigo, continuar a viajem no teu camelo manso e seguro! Tenho outro, especialmente para mim!
E continuamos nossa jornada para Bagdá.


Então  pessoal, escolhi esse tema de aula, porque é preocupante, a quantidade de alunos que estão saindo do ensino médio, sem essa bagagem, sem aprender essas operações, sem entendê-las. E questionando alguns deles, alegam, não terem aprendido nos anos iniciais.  Acredito que as quatro operações básicas quando bem entendidas e aprendidas, não há o que o aluno não aprenda na matemática, então é isso, deixo aí minha justificativa do porque desse tema.
Objetivos 
- Saber mais sobre multiplicação e divisão.
- Antecipar o resultado de certos cálculos e prever algumas características desses resultados.

Conteúdos 
- Divisão.
- divisibilidade.

Ano 6º ano.

Desenvolvimento 
1ª etapa 
A multiplicação com números de 2 algarismos (por exemplo 6 x 28) pode ser pensada com números de um dígito (2 x 3 x 4 x 7). Isso é interessante pois oferece a oportunidade de ler certas informações da escrita numérica que inicialmente não são evidentes. Apresente o exemplo citado para a turma e peça que, com base nele, escrevam as seguintes multiplicações usando apenas números de um algarismo:
a) 4 x 15 =
b) 36 x 24 =
c) 25 x 18 =
d) 12 x 21 =
Analise com os alunos as informações obtidas e pergunte se é possível saber, sem fazer as contas, por quais números o produto da multiplicação é divisível. Por exemplo, se 36 x 24 = 4 x 9x 3 x 8, sabemos que o resultado será um número múltiplo de 4, 9, 3 e 8, os números eleitos para a decomposição ou de suas combinações possíveis – embora, não sejam os únicos.

2ª etapa 
Para aprofundar o estudo, proponha que a garotada decida, sem fazer as contas, se as seguinte informações são verdadeiras:
a) 35 x 24 tem o mesmo resultado que 4 x 5 x 3 x 7 x 2
b) 18 x 15 tem o mesmo resultado que 7 x 2 x 9 x 5
c) 5 x 5 x 9 x 2 tem o mesmo resultado que 15 x 30
d) 3 x 7 x 2 x 14 tem o mesmo resultado que 21 x 28
e) 12 x 36 tem o mesmo resultado que 27 x 16
Se necessário, depois, é possível pedir que as crianças confirmem as respostas usando a calculadora.

3ª etapa 
Apresente para os alunos o seguinte problema: é possível resolver 24 x 36 usando as teclas da multiplicação (x), de igual (=), do 4 e do 6? E 24 x 37? Por quê?
Neste caso, já não se trata apenas de decompor em fatores de um algarismo. É preciso ir além e determinar de antemão quais são esses fatores. Segundo Hector Ponce, pesquisador argentino de didática da Matemática , “pensar quais multiplicações compõem um número também permitem refletir sobre o funcionamento dos critérios de divisibilidade. Os critérios permitem saber, sem fazer a divisão, se um número é ou não divisível por outro. Isto é, se ao dividir um número A por outro B, o resto vai ou não ser zero. Acreditamos que os alunos devem saber isso, mas também e fundamentalmente, devem ter a oportunidade de se perguntar pelo seu funcionamento. Introduzir as crianças em um trabalho vinculado às justificativas dos critérios implica a partir da nossa perspectiva, convidá-los a percorrer um território particularmente fértil para explorar, argumentar, colocar em jogo conhecimentos de múltiplos e divisores, explicitar relações, pensar nas condições de validade de certa questão, etc.”

4ª etapa 
Aprender critérios de divisibilidade é mais que decorar regras pré-estabelecidas e analisar se um determinado número compre ou não as condições esperadas. Por exemplo, ensinar que, para saber se um número é divisível por 4 basta verificar se os dois últimos algarismos são divisíveis por 4 ou se o número em questão termina em dois zeros, não é suficiente para que compreendam a regra. Dúvidas pertinentes como “por que só se termina com dois zeros é divisível por 4?”, “Por que também não é divisível por 4 números terminados com dois 5 (55)?”, “Por que só é divisível por 4 números terminados e não os iniciados por múltiplos de 4?”.
Nas próximas etapas, os alunos são convidados a refletir sobre as regularidades e elaborar critérios de divisibilidade por 2, 5 e 4. Proponha que resolvam individualmente as questões a seguir.
a) O número 426 é divisível por 2?
b) Sem armar a conta ou usar a calculadora, responda se é possível dividir R$ 3.276,00 entre duas pessoas. Qual o valor que cada pessoa deverá receber, aproximadamente? Como resolveu esse problema?
c) Faça os cálculos necessários, se desejar com a calculadora, para descobrir o valor que cada pessoa irá receber. O resultado obtido foi o mesmo que você afirmou mentalmente?
d) Dê exemplos de outros números que você pode afirmar que são divisíveis por 2 sem fazer a conta.
e) Formule uma regra para divisão por 2.
Discuta as respostas apresentadas pela turma e socialize os textos apresentados para a regra pedida na questão e. Por fim, proponha que os alunos, reunidos, formulem uma regra. É importante discutir com os estudantes que um número é divisível por outro quando o resto é zero. É esperado que a garotada conclua que todo número par é divisível por 2.

5ª etapa 
Questione os estudantes se, um número que termina com zero, é divisível por 5. Pergunte se essa regra é válida para todos os números terminados em zero. Proponha que, em duplas, formulem uma regra que defina se um número é divisível por 5. É esperado que os alunos, tal como na etapa anterior, observem regularidades da tabuada e generalizem. Ao construírem e organizarem um repertório básico, os alunos podem observar algumas propriedades das operações, tais como a associatividade e a comutatividade da multiplicação.

Avaliação 
Para analisar o que os alunos aprenderam, proponha uma ampliação do trabalho com regularidades, desta vez com o número 4. Desafie as crianças a realizar as seguintes atividades:
Responda se os números abaixo são múltiplos de 4:
a) 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90
b) 100, 200, 300, 400, 500, 600, 700, 800, 900
Proponha que as crianças observem o que aconteceu. É esperado que observem que nem todos os números redondos de 2 algarismos são múltiplos de 4 (apenas 20, 40, 60 e 80). Porém, que todos os números redondos terminados em 00 são. Peça que elaborem uma regra, apoiando-se nas 3 primeiras etapas, em que precisavam recorrer à decomposição dos fatores em números de 1 algarismo, como 100 = 5 x 5 x 4. Retome que é possível pensar que os números terminados em 00 são múltiplos de 100 (por exemplo, 200 = 2 x 100, etc.). Então, todos os terminados em 00 são múltiplos de 4 (200 = 2 x 100 = 2 x 5 x 5 x 4).

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Para que serve a matemática ?

Para que serve a matemática ?

    É o melhor modo conhecido de "racionalizar" a Natureza. Através dela, conseguimos resolver um número bem grande de problemas de diversas áreas da Ciência. Vou dar-lhes alguns exemplos : 
1)Qual será o caminho que a luz faz ao refletir numa superfície qualquer que minimizam seu tempo ? 
2)Qual a curva que liga dois pontos fixos no menor instante de tempo ? 
3)Por que quando apertamos os pólos de um ovo não conseguimos quebrá-los ?
Essas e outras perguntas podem ser respondidas pela Matemática.
Vamos lá estudem, pois a Matemática é muito interessante!
      

      

 Oi pessoal! Meu nome é Paula. Sou professora de Matemática na Escola "Sandra" em Itaí. Leciono para 7º e 8º anos e estou no último ano da Faculdade. Sou nova no ramo, mas gosto muito do que faço, apesar de ter muito a aprender ainda (em todos os sentidos). Sou casada, tenho dois filhos de quatro patas e faz seis meses que moro em Avaré.

      Bom, uma experiência com leitura e escrita que tive foi quando tinha de quatro para cinco anos. Uma amiga chamada Daiana já havia começado a estudar. Estávamos sempre juntas e todas as vezes que ela fazia as tarefas na minha casa eu ficava "morrendo de vontade" de ser como ela, de ser aluna. Isso me estimulou a querer aprender a ler e escrever.

     Também me lembro quando minha mãe falou sobre o filme "Love Story" de Eric Segal. Como dizem que os livros são melhores que os filmes, comecei pelo livro. O interessante é que você cria as fisionomias dos personagens, os cenários...é como se o livro falasse com você.


 O uso da história  da matemática em sala de aula, nos ajuda muito. Os alunos demonstram mais interesse, ficam mais focados em que queremos ensinar e com isso através dos fatos históricos em sua história leva o aluno a memorização de um raciocínio, contudo tornamos nossas aulas mais atraentes e compreensíveis para nosso alunado. Devemos sempre desfiá-los de que encontre um caminho alternativo para determinada solução a ser encontrada numa situação problema. Devemos ficar atentos ao excesso  de raciocínio lógico nas aulas no uso de fórmulas e axiomas, deixando de lado as narrativas matemáticas. Como vemos na figura o Pato Donald está com a mente cheia de fórmulas e regras com pouca contextualização.

Depoimento

Durante minha vida escolar tive uma professora que me incentivou demais; o nome dela era Adelina. Ela foi um elo entre eu e a Matemática. Me lembro de algo que hoje serve como história aos meus alunos e do porquê leciono Matemática. Ela gostava muito de nos desafiar com exercícios enormes. Me recordo na época de expressões numéricas; dizia que daria um ponto positivo para quem terminasse o exercício primeiro. Eu sempre tive dificuldade, demorando muito para concluir e chegar no resultado. Até que um dia, a vontade e o despertar pelo interesse de estudar veio à tona e poder mostrar a ela que eu também seria capaz. E quando percebi o gosto pela matemática, despertou meu interesse pela disciplina. Quando a professora passava por mim percebia minha dificuldade e sempre me motivava dizendo que eu seria capaz. Eu sempre respondia: "É muito difícil professora, mas eu vou tentar!!". E assim foi, com muito estudo e dedicação e muitos execícios refeitos comecei a memorizar os caminhos ao qual me levavam à solução. Esse dia chegou!! Um belo dia consegui e ela me abraçou como se tivesse descoberto a América. Foi maravilhoso o apoio e a confiança depositada em mim. Hoje posso dizer que adoro e amo a matemática por conta de tudo o que ela me ensinou. 
A leitura e a escrita são muito importantes.  Acredito ser o essencial para a formação de cidadãos pensantes e críticos, para poder compreender e transformar. É preciso fazer da sala de aula um ambiente propício para desenvolver a leitura e a escrita com liberdade para estabelecer relações e interpretações com o texto lido ou escrito. O aluno deve ser motivado pelo professor e adotar para si as práticas de leitura e escrita. Estas devem ser motivo de prazer e não obrigação, punição ou até mesmo tortura. Disse Paulo Freire: “A leitura de mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. Então, o que precisamos é de uma postura inovadora em todos os sentidos. A leitura é o melhor remédio para desenvolver uma saúde perfeita!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Leitura matemática

Quais são os erros comuns  que as pessoas fazem na tentativa de ler matemática? Como estes erros podem ser corrigidos?

Não perca o quadro Geral!

“O processo de leitura Matemática não é uma experiência linear… Entender o texto requer que façamos referências cruzadas, que nós folheemos que paremos e releiamos” (ibidem página 16).
Não presuma que a compreensão cada frase, irá permitir – lhe compreender toda a ideia. Isto é como tentar ver uma pintura olhando cada polegada quadrada a partir da distância de seu nariz. Você vai ter o detalhe, textura e estilo, mas perder a imagem completamente. Um texto matemático tem uma história! Tente ver o que a história é antes de aprofundar nos detalhes. Você pode ir para um exame mais minucioso, em vez de ter um quadro para encher com detalhes, como você pode reler um romance.

Não seja um leitor Passivo!

“Três linhas da demonstração de um teorema sutil é a destilação de anos de atividade. Ler matemática… implica um regresso ao pensar que se deslocou para a escrita” (ibidem, p. 38).
Explore exemplos de padrões. Tente casos especiais. Um artigo matemático habitualmente fala apenas um pequeno pedaço de uma história muito maior e mais longa O autor normalmente gasta meses descobrindo coisas, e enveredando por caminhos sem saída. No fim, ele organiza tudo isso em uma história que abrange todos os erros (e respectivos motivos), e apresenta a ideia concluída, limpa, num fluxo bem arrumado. A maneira de realmente compreender a ideia é de recriar o que o autor deixou de fora. Ler nas entrelinhas. Matemática diz muito com pouco. O leitor deve participar! Em cada fase, ele deve decidir se a idéia apresentada foi clara ou não. Porque é verdade? Será que eu realmente acredito nisso? Eu poderia convencer alguém de que é verdade? Por que não o autor usar um argumento diferente? Eu tenho um argumento ou método melhor de explicar a ideia? Por que não o autor explica que a maneira que eu entendi? É o meu caminho errado? Será que eu realmente compreendi as idéias? Estou perdendo alguma subtileza? Será que este autor perdeu alguma subtileza? Se eu ainda não consigo entender o ponto, talvez eu possa compreender uma ideia semelhante mais simples? Que idéia mais simples? Será que é realmente necessário para entender a idéia? Talvez eu deva apenas aceitar este ponto sem compreender os detalhes? Talvez, o meu entendimento de toda a história não sofra com isso?
Colocar pouco esforço nessa participação é como ler um romance sem concentração. Depois de meia hora, você desperta para perceber que as páginas transformaram – se, mas você sonhou acordado e não se lembra de nada que você leu.

Não leia muito rápido

Ler matemática demasiado depressa, resulta em frustração. Com meia hora de concentração em um romance você lê entre 20-60 páginas com plena compreensão (dependendo de como você é experiente na leitura de novelas). Na mesma meia hora em um artigo matemático você lê entre 0-3 linhas (dependendo de como você é experiente na leitura matemática). Não há substituto para o trabalho e o tempo. Você pode acelerar sua habilidade matemática leitura pela pratica, mas com cuidado. Como qualquer habilidade, tentando demasiadamente rápido é possível que você acabe matando sua motivação. Imagine tentar fazer uma hora de exercícios de alta carga aeróbica caso você não tenha se exercitado em dois anos. Você pode fazer isso na primeira aula, mas será mais susceptível acabar não retornando.

Faça a sua Própria Ideia

A melhor maneira de entender o que você está lendo é fazer a sua própria ideia. Isto significa seguir a ideia de volta à sua origem, e redescobri-la por si mesmo. Matemáticos muitas vezes dizem que para compreender algo que você deve primeiro lê-lo, então anotá-la nas suas próprias palavras, então ensinar alguém. Toda a pessoa tem um conjunto diferente de ferramentas e de um nível diferente de maturidade. Faça a ideia coincidir com a sua própria perspectiva e experiência.
“Quando eu uso uma palavra, significa exatamente o que eu escolher ela para significar”
(Humpty Dumpty para Alice, em Através do Espelho de Lewis Carroll)
“O significado raramente é totalmente transparente, pois cada símbolo ou palavra já representa uma extraordinária condensação de conceito e de referência” (Escudos da Mente, página 16).
De um leitor é esperado que saiba que um valor absoluto não é sobre algo chamado de “valor”, que acontece de ser “absoluto”, e que uma função é em nada funcional. Um exemplo particularmente notório é o uso do “Segue facilmente que” e construções equivalentes. Significa algo como:
Pode-se agora verificar que a próxima afirmação é verdadeira com uma determinada quantidade de manipulações essencialmente mecânicas, embora talvez laboriosas. E, o autor, poderia fazê-lo, mas ele iria usar uma grande quantidade de espaço e talvez não realizar muito, uma vez que espera ser melhor para você ir em frente e fazer a computação para esclarecer para si mesmo o que está acontecendo aqui. Prometo que não estão envolvidas novas idéias, embora, evidentemente que talvez você precise pensar um pouco, a fim de encontrar apenas a combinação certa de boas idéias para aplicar.
Em outras palavras, a construção, quando usada corretamente, é um sinal para o leitor que o que está envolvido ali talvez seja tedioso e até difícil, mas não envolve profundos conhecimentos. Ao leitor é dada então, a liberdade de decidir se o nível de compreensão que ele / ela deseja exige a atravessar os detalhes ou que diga simplesmente:
“Ok, eu aceito sua palavra.”.
Agora, independentemente da sua opinião sobre se essa construção deve ser usada, e independentemente da sua opinião sobre se autores sempre utilizá–la corretamente, os alunos devem ser ensinados a entender o que ela significa. Isso não significa que se você não entendeu o fato imediatamente,então você é um idiota, também não significa isto não deve levar mais de dois minutos. Porém, os estudantes que não conhecem a linguagem podem interpretá-la dessa forma, e sentir-se frustrado. Trata – se além da questão de que uma pessoa da tediosa tarefa é outra pessoa do desafio, portanto, o autor deve avaliar corretamente a platéia.

Conheça a si próprio

Os textos são escritos com um determinado público-alvo em mente. Certifique – se de que você pertence ao público-alvo, ou que esteja disposto a fazer o que for preciso para tornar – se parte do público-alvo.
A maioria dos livros matemáticos é escrita com pressupostos sobre a platéia: eles sabem certas coisas, eles têm certo nível de “maturidade matemática”, etc.. Antes de começar a ler, certifique – se de que sabe o que o autor espera que você conheça.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vídeo: Poesia matemática (Millôr Fernandes)

                                           https://www.youtube.com/watch?v=60I7_NFAUUg

INTRODUÇÃO
A leitura e a escrita enriquecem o vocabulário e a oralidade dos indivíduos sociais, por estarem em constante aprendizagem. Dentre os vários tipos de leitura e escrita destaca-se o informativo, que tem um caráter de constante mudança e atualização do seu conteúdo. Os textos informativos estão disponibilizados em jornais, revistas, correspondências e em várias literaturas.
Olá garotos e garotas, meu nome é Rosimeire e sou professora na rede estadual à 27 anos (to velha hein!), esperando aposentadoria (ai que alegria). Estou tendo mais uma oportunidade de participar dessa formação oferecida pela Secretaria da Educação, espero poder interagir com meus colegas de trabalho trocando idéias e experiências vividas nas salas de aula, acreditando que ambas possam ajudar na formação de nossos alunos e assim realizar verdadeiramente na escola pública uma "MELHOR GESTÃO E MELHOR ENSINO". Moro no interior, cidade de Taquarituba (fim de mundo), gosto de ler (Augusto Cury), participo do facebook (querendo bancar a moderna, tentando pelo menos) (Meire Santos), espero realmente que todos que aqui participarem, consigam encontrar respostas que ,contribuam efetivamente para sua formação (pois estamos precisando). Um grande abraço à todos, e que DEUS ilumine cada um que aqui fizer presença.

Pessoal, estou aqui para assumir umas mudanças no script de nossa querida Professora Meire, acredito não ser nada de mais, fiz unicamente pois gosto muita dela, foi minha professora, hoje somos colegas de trabalho, e é uma satisfação trabalhar com uma professora com a experiência dela. Infelizmente se aposenta esse ano, e como ele mesma diz, vai deixar seu posto para mim, assim espero. Meire, obrigado pela profissional que você é, e pela colega que você é, grande abraço de seu aluno, pupilo, colega e amigo, Prof. Rafael de Almeida Prado
Olá, meu nome é Paula Renata, sou professora de Matemática na Escola "Professora Sandra Aparecida de Araújo" de Itaí. Leciono para 6º e 7º anos. Estou cursando o último ano de Matemática na FREA. 
 Bom, uma experiência com leitura e escrita que tive foi quando tinha de quatro para cinco anos. Uma amiga chamada Daiana já havia começado a estudar. Estávamos sempre juntas e todas as vezes que ela fazia as tarefas na minha casa eu ficava "morrendo de vontade" de ser como ela, de ser aluna. Isso me estimulou a querer aprender a ler e escrever.
Também me lembro quando minha mãe falou sobre o filme "Love Story" de Eric Segal. Como dizem que os livros são melhores que os filmes, comecei pelo livro. O interessante é que você cria as fisionomias dos personagens, os cenários...é como se o livro falasse com você.

Silmara Cruz


Olá meu nome é Silmara Cruz, sou professora de matemática há três anos. Gosto muito de estudar, estou fazendo pós-graduação em matemática e cursando Ciências Contábeis, pois gosto de novas experiências, adoro me comunicar e fazer novas amizades. Minha experiência sobre leitura e escrita começou quando eu estava no 7º ano, minha professora de português era a Andréia Garbellotti, me lembro de que toda segunda feira era dia de apresentar uma reportagem oral, portanto todo final de semana eu ia atrás de jornal, não era necessário comprar pois sempre alguém tinha, de alguns dias ou semanas. Foi assim que eu comecei gostar desse tipo de leitura e confesso que até hoje adoro jornais e revistas, isso também contribuiu para minha comunicação, pois eu era bem tímida, mas como sempre fui esforçada para fazer as tarefas não deixava de apresentar e isso contribuiu para que eu perdesse a vergonha de falar em público e passasse a gostar de me comunicar como disse anteriormente. Acredito que a leitura é uma boa companheira da escrita, portanto não apenas aprendi a gostar de ler como também melhorei minha escrita graças à professora Andréia por quem tenho um enorme carinho.

terça-feira, 4 de junho de 2013



Olá somos o grupo 5 do Melhor Gestão Melhor Ensino, meu nome é Rafael de Almeida Prado e sou o representante desse grupo. Primeiramente o porque desse nome para o blog; bom simplesmente porque é a pergunta que eu mais ouvi em três anos de magistério, e as vezes me surpreendo com a pergunta porque simplesmente não sei a resposta, irônico né, pois é, não sei, e é por isso que dei esse nome ao blog, visando levar esses conhecimentos aos alunos. Espero poder agradar a todos, e peço por favor, para postarem comentários, dúvidas, perguntas, que buscarei respondê-las. Aliás, esse vai ser o meu foco, responder a dúvidas de pessoas em relação a matemática, a educação e quem sabe não ajudá-los em algo mais. Também não posso esquecer de meus queridos colaboradores, pois sem eles esse blog não existiria. Então um grande abraço aos meus colaboradores e professores: ROSEMEIRE APARECIDA GARBELOTTI SANTOS;  ROSANA ANGÉLICA DOS SANTOS MELO;  SÉRGIO ADRIANO RODRIGUES;  SÉRGIO EDUARDO GOMES; SILMARA CRUZ;  PAULA RENATA DE MORAIS GOMES.
A seguir um breve perfil sobre cada um dos integrantes desse magnífico blog que promete ficar para a história. Grande abraço a todos os blogueiros e blogueiras desse Brasil sil sil sil ... 
Olá, meu nome é Rafael de Almeida Prado, sou professor de matemática e física há três anos. Adoro estudar, ler, ouvir música e aprender um novo idioma. Gosto muito do que faço, pois acredito que transmitir conhecimento é uma das experiências mais magníficas que existe e existiu até hoje. Sonho em me especializar, fazer um mestrado e doutorado, e dar aulas nas universidades, acredito que um dia chegarei lá, pois estudo pra isso. 
Meu depoimento sobre a leitura e a escrita: Bom, fala sobre a leitura e a escrita para mim é meio complicado, principalmente quando o assunto é leitura, pois tenho meus traumas, ao contrário da escrita que me solto um pouco mais. A escrita eu gosto mais dela, porque me sinto a vontade quando escrevo o que eu penso, é nessa hora que faço uma autoavaliação sobre meus conhecimentos, se preciso melhorar em algo ou não, se estou falando ou escrevendo besteiras ou não. Acredito realmente que a escrita solta nossa imaginação, e acredito que há uma ligação entre a escrita, a leitura e a fala muito importante, como por exemplo, quem lê, escreve bem e fala bem.
Agora sobre a leitura, não tenho preferência, leio o que julgar conveniente, necessário para o momento, mas sempre procuro ler algo. Admito que tenho um certo trauma de uma leitura específica, que é a literatura clássica, pois me lembro de quando estava na 5ª série, minha professora me fez ler o livro " A Iracema, para uma prova. Eu só me lembro de chorar enquanto lia o livro, resultado disso? Nunca mais li uma obra literária clássica.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Professor de Matemática não é só pra ensinar nossos alunos queridos a calcular, também é pra educar. Então se liga nessa ideia abaixo, queridos alunos, que as postagens desses blog, são especialmente pra vocês ;-)




















Muitas vezes em sala de aula, nos deparamos com a famosa pergunta feita por nosso aluno, "Professor pra que serve a matemática? Onde eu vou usar ela, ela não serve pra nada!" Então respondendo a pergunta de nossos anjinhos, que sem dúvida estão sedentos por uma resposta e principalmente conhecimento, ninguém melhor para lhes responder: ELA MESMA A MATEMÁTICA, MÃE DE TODAS AS CIÊNCIAS E DE TUDO QUE ESTÁ A NOSSA VOLTA, com certeza irão se impressionar com sua importância, e pra que ela é usada. Boa Leitura!